A ESPORTIVIDADE DO RIO JUQUIÁ

A ESPORTIVIDADE DO RIO JUQUIÁ

Pescaria em qualquer lugar é muito bom, mas se for ambiente natural fica ainda mais gostoso. Nada como navegar por um rio e descobrir pontos de pesca de peixes muito esportivos e saudáveis onde a habilidade, a técnica do pescador e um guia conhecedor da região garantem o sucesso dos belos exemplares existentes no local.
Imaginar que podemos encontrar num mesmo lugar, peixes superesportivos como o Dourado, nosso rei do rio, o Robalo, o Tucunaré, a Traira, o Matrinxã, além do Pacu, Bagre africano, Mandi e muitas outras espécies. Pois é, não só podemos imaginar como também pescar todas essas espécies num só lugar, e esse lugar se chama rio Juquiá, localizado no município de Juquiá, a 150 km de São Paulo. O rio Juquiá é um rio brasileiro do estado de São Paulo que nasce da junção do rio Açungui com o rio Juquiá-Guaçu e desemboca no rio Ribeira de Iguape, no município de Registro.
Nosso Diretor Comercial entrou em contato com o Guia Toninho Cabral Muniz, de família tradicional de Juquiá, amante da pesca, pescador e grande conhecedor dos rios da região e agendou nossa pescaria. Seu Toninho é uma figura muito simpática e conhecida na cidade e também por divulgar diversos vídeos das suas pescarias em rede social, além de protagonizar algumas edições do programa de televisão Terra da Gente exibido em regiões do interior e litoral paulista.
Ao lado dos parceiros Washington Takahashi e Octavio (Tavinho), foram dois dias de pesca para conhecermos toda a beleza e potencial do rio Juquiá, que em suas límpidas águas, abrigam grandes surpresas para os pescadores. Saímos da Capital paulista no meio da tarde, seguindo pela rodovia Regis Bittencourt, sentido litoral Sul. Rodovia que está sendo duplicada e que após o termino das obras a viagem se tornará muito mais tranquila, pois atualmente alguns acidentes acontecem na descida da serra do Cafezal ocasionando grandes congestionamentos devido ao intenso tráfego de caminhões. Chegamos a Juquiá no final da tarde e nosso destino foi na Pousada do ¨”Seu Toninho”, que já estava nos aguardando. Com o dia terminando, Seu Toninho nos levou para comprar tuviras, uma das iscas que usaríamos para a pescaria no dia seguinte. Também abastecemos o galão de gasolina para colocar no barco, compramos alguns mantimentos no supermercado e retornamos para a pousada.
A ansiedade pela pescaria era tanta que, enquanto S. Toninho preparava o churrasco, fui para o quintal da pousada, por onde passa o rio e onde estavam os barcos apoitados. Comigo estava o Tavinho e logo peguei uma varinha telescópica de um dos barcos e fiquei pescando pequenos mandis com massinha de pão! Da sacada do terraço, Seu Toninho disse que poderíamos guardar alguns mandis, pois serviriam de iscas para a pescaria também. Guardamos alguns e subimos para comer e descansar para o dia seguinte.
Logo que o dia amanheceu, tomamos o café da manhã e, com as tralhas todas no barco, fomos para a pescaria. Descemos o rio e alguns minutos de navegação, chegamos ao primeiro ponto. Equipamento para a pesca do dourado, tuvira como isca e arremesso rio abaixo. Também é possível pescar o Dourado com iscas artificiais e o Tavinho fez alguns arremessos, mas sem sucesso. Esperamos por alguma ação, mas neste ponto não pegamos nada e S. Toninho, como profundo conhecedor, logo partiu para o próximo ponto. Dessa vez, ponto de robalos e com iscas de superfície. Barco posicionado e arremessos nas estruturas da margem do rio. Tavinho ficou na proa do barco e logo nos primeiros arremessos, fisgou um bonito Robalo Peva utilizando stick de 6,0 cm, na cor prateada com vermelho. Em diversos arremessos, os peixes atacavam as iscas e não se fisgavam, mas a quantidade de robalos fisgados neste ponto foi muita. Peixes saudáveis e de coloração bem clara, sinal de água limpa. Neste mesmo ponto, fisguei uma bela Traíra no stick e seu Toninho, pescando com boia paulistinha e chicote de um metro com tuvira fisgou um belo bagre africano, podem acreditar! Mudamos de ponto e dessa vez fomos atrás dos Dourados. Apoitamos o barco num trecho com correnteza moderada e tuvira na água!! Alguns minutos e logo o primeiro ataque no equipamento do Washington. A uns trinta metros do barco o primeiro salto de um lindo Dourado. Conforme o peixe se aproximava do barco, saltava para tentar se livrar do anzol. Saltou três, quatro vezes e felizmente conseguimos retirar com o passagua e fotografar antes de soltar. Nesse ponto, seu Toninho também fisgou um dourado e eu acabei perdendo uma fisgada, pois dependendo da beliscada que o peixe dá, temos que ter um pouco mais de paciência para garantir a fisgada certeira!
Pescamos por algum tempo e na hora de retornar, novamente paramos no ponto dos Robalos e ainda eu e o Tavinho conseguimos fisgar mais alguns Pevas. O dia de pesca foi muito bom com muita ação e ainda teríamos o segundo dia.

No dia seguinte, tivemos duas opções, ou voltaríamos aos mesmos pontos do dia anterior, pois tinham sido muito bons ou subiríamos o rio para conhecermos outros pontos que, segundo Toninho, eram muito bons também. Escolhemos conhecer o rio acima. Navegamos por volta de uma hora até os pontos de pesca, passamos por diversos trechos cheios de correntezas e pedras e nessas horas que são essenciais os guias de pesca que conhecem a região para a segurança e sucesso das pescarias. Descendo o rio, observei que a Mata Ciliar (mata da beira do rio) estava bem preservada, com arvores nativas, frutíferas e justamente onde essas árvores se encontram, geralmente são pontos bons para a pesca do Pacu, pois é um local de ceva natural. Subindo o rio, pude observar pastos e plantações até a margem, não tendo a proteção da mata ciliar para contenção das quedas dos barrancos e fazendo com que o rio fique assoreado e com trechos cada vez mais rasos. Alguns proprietários se conscientizaram e fizeram a recomposição dessa mata com plantio de árvores nativas. O resultado é que dentro de alguns anos será muito benéfico para a preservação do rio e da região.
Chegamos ao ponto de pesca de robalos, onde seu Toninho já havia fisgado os grandes. Local onde a técnica e precisão de arremessos são fundamentais para conseguir fisgar o troféu. Uma arvore na margem, com aguapés na beirada e algumas aberturas onde tínhamos que acertar as iscas. Fizemos uma pescaria diversificada com plugs, sticks, jig heads com camarão e boia paulistinha com chicote de um metro e tuvira de isca. Washington pescou com jighead e fisgou seu robalo, eu e o Tavinho ficamos nos plugs e sticks e os ataques eram incríveis chegando a jogar a isca de superfície para o alto!! Sensação indescritível de ver e sentir peixes tão selvagens atacando as iscas. seu Toninho também pinchou na superfície, fisgou bons robalos e teve um ataque de um robalo que, pela sua experiência no rio, passava dos cinco quilos. Quando parou de atacar na superfície, coloquei um jighead leve com camarão pequeno e ainda fisguei mais uns bons exemplares. Esse foi um ponto de pesca muito produtivo com muito peixe na linha, um ótimo lugar que volto a falar, apenas quem conhece muito bem o rio, vai te colocar de frente para o peixe! Saímos desse ponto e fomos voltando rio abaixo parando em outros pontos para pescar Dourado. Ainda tivemos algumas ações e peixes fisgados com tuvira. Continuamos descendo o rio, enquanto o barco descia à deriva, eu e o Tavinho fazíamos arremessos com plugs e quando passamos por uma correnteza mais forte, um belo Matrinxã atacou o plug do Tavinho e saltou alto, mas infelizmente não conseguiu embarcar para aparecer na foto.
Ainda subimos um trecho do Rio São Lourenço, de águas um pouco barrenta, num ponto de pesca de Dourado. Washington, eu e o seu Toninho fisgamos os Dourados, Tavinho já tinha encerrado a pescaria. Quase no final da tarde, voltamos para a pousada com o dever cumprido de ter feito uma ótima pescaria para relatar, a vocês leitores, essa matéria de pesca incrível.
Para a pescaria com plug e stick, foram utilizados varas de 14lbs a 17lbs, carretilha perfil baixo com capacidade para 100m de linha multifilamento de 20lbs e leader de fluorcarbono de 30lbs. Na pescaria com iscas vivas para os Dourados foram utilizadas varas de 25 a 40lbs, carretilha e molinete com capacidade para 120m de linha multifilamento de 35lbs, leader de 40lbs e anzol encastoado.
Com certeza, o rio Juquiá tem muito potencial de pesca. Para quem quiser fazer essa pescaria incrível, entre em contato com guia Toninho Cabral Muniz e agende seu passeio.
Boa viagem e uma ótima pescaria!!!

Agradecimentos:
Toninho Cabral Muniz
Tel. 013 99638-7408
Facebook: www.facebook.com/toninho.cabralmuniz