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Amazônia em busca dos Gigantes Tucunarés Açú,

Amazônia em busca dos Gigantes Tucunarés Açú,

Pescar  em um dos melhores e mais piscosos lugares do mundo uma espécie conhecida por adjetivos como agressivo e esportivo já se torna um desafio até mesmo para os mais experientes pescadores esportivos, mas e se além de todos estes fatores você ainda somasse sua namorada, isso mesmo, levar sua namorada para locais remotos da Amazônia em busca dos Gigantes Tucunarés Açú, é ou não é um desafio ?
Pois bem, para muitos soa como um desafio e para mim, Fernando Fisher, um sonho pois sempre quis levar minha namorada para uma pescaria realmente selvagem, em locais que poucas pessoas tiveram o prazer de estar, e assim se concretizou através do convite que recebi pelo Proprietário do Barco Manaia Sport Fishing, Marcio Worth, para levar minha namorada Cibelle.
 
Á partir de Manaus :
Antes mesmo de nossa pescaria subindo o Rio Negro, fomos convidados para pescarmos no Torneiro de Pesca Esportiva Amigos do Tarumã onde a convite do idealizador do projeto, Rogério Bessa, aceitamos na hora e nos juntamos para divulgarmos todo o torneio.
Competimos com 70 equipes e ficamos com um aclamado 9º Lugar, uma colocação excelente para quem nunca nem tinha pescado nas redondezas de Manaus, visto que o Torneio aconteceu na Praia da Ponta Negra, em frente ao Hotel Tropical, um famosíssimo e excelente hotel no qual ficamos hospedados nos dias que antecederam o torneio. Quero deixar aqui também meus Parabéns aos Organizadores pelo evento top que fizeram, pois tinham participantes de todos os cantos do Brasil .
Nossa Pescaria já no Barco Hotel Manaia :
Saímos no dia após o campeonato da própria praia e rumamos ao médio/alto Rio Negro para confrontarmos com os famosos Açus. A ansiedade estava já a flor da pele pois partindo da praia iríamos navegar aproximadamente 30 horas para chegarmos próximo aos primeiros pontos de pesca, na região do rio Jufaris.
Quando o barco já estava chegando nos primeiros pontos, no final da tarde, como de praxe fiz meu workshop para o grupo esclarecendo dúvidas, regulando iscas e potencializando tanto o conhecimento como os materiais, um trabalho que faço de coração e passo sempre a minha verdade.
Enfim, Pescaria :
Após acordarmos e tomarmos um café da manhã digno de um hotel 5 estrelas, eu e a Cibelle fomos para nosso barco antes mesmo de clarear totalmente o dia e com aproximadamente 30 minutos de navegação chegamos ao primeiro ponto.
Ao chegar vimos que a mata estava totalmente alagada e já não era um bom sinal, pois quando estamos nestas situações os pequenos forrageiros entram em meio a mata e conseqüentemente os tucunarés também.  Neste dia todo pegamos alguns tucunarezinhos pequenos como os paquinhas e tauás.
A pescaria em um todo foi complicadíssima perante ao nível de água que o rio nos oferecia para pescar, foram 5 dias de pesca e 3 repiquetes em 2 diferentes rios ( Jufaris e Xeruini ).
 Após alguns dias resolvemos mudar a estratégia e partir para o Negrão ( Rio Negro) onde em estruturas de pedrais em meio a pequenas corredeiras e entradas de rios começamos achar alguns pacas maiores, todos na isca de hélice.
Pescando na Reserva Curirú:
Tivemos também o prazer de conhecer a reserva do Lago Curirú, localizado nas imediações do Rio Branco, um local fantástico e muito preservado. Pescamos neste lago dois dias e tivemos o prazer de pegar quantias que eu jamais tinha visto na Amazônia no quesito Tucunaré, foram inúmeras capturas sendo os maiores na faixa dos 3kg. Sei que não é o foco da maioria dos pescadores que vão até as abençoadas terras Amazônicas, mas nós em clima de descontração, adoramos sermos presenteados com tantos peixes, churrasco no mato e uma natureza ímpar.
Equipamentos:
Utilizamos uma média de 4 equipamentos por pessoa onde destinei á cibelle meus melhores e mais leves. Carretilhas como Metanium DC XG, antares HG, Scorpion 70XG, Symetre 1000, Antares DC HG, Aldebaran  e algumas outras que  foram nossas escolhidas, munidas unanimamente com linhas G SOUL WX4 e WX8 de 40 a 60lbs com líder de 50lbs todas distribuídas pela Wakoku Brasil. As varas foram todas no modelo SENSATION confeccionadas pelo By Alves, varas no modelo 5'10 a 6'3 de 20 a 25 lbs salvo algumas exceções como meu conjunto de molinete composto por vara 6'6 14lbs que levei para pescar de Jig.
Nestas condições uma grande gama de material ajuda muito na diversificação de iscas e modalidade, pescar com vários conjuntos no barco sempre trará praticidade e uma estrutura melhor para pescar, por exemplo:
Pescamos no Rio Negro, nos pedrais, com varas de 25 e 30lbs, linhas de 60lbs e iscas de 12 a 14 cm ( hélices e grandes zaras),  já na reserva utilizamos varas de 14 e 17lbs com linhas de 40lbs e iscas de 8 a 10 cm. Enfrentamos estas duas situações no mesmo lugar, na mesma viagem e nos mesmos 5 dias de pesca, ai a resposta e a dica para levarmos sempre uma gama maior de materiais .
Minha Opinião :
Essa parte é a que mais gosto de escrever  pois remete a minha verdade e ao que acredito baseado em meus estudos e experiêcia na Pesca. Pescar na Amazônia é o sonho de todos, porém não é uma pescaria facil que iremos chegar la com iscas de hélice dar 5 arremessos e pegar um peixe de 10kg,  como tudo na terra, a Amazônia também vem se modificando devido a interferência do homem, aquecimento global, desmatamento e predação sem leis e bom senso são alguns quesitos do mal que trazemos a natureza, sem contar que os efeitos colaterais de tudo isso nós Pescadores Esportivos  sentímos na pele.
 A dica e reflexão que passo a vocês leitores é que a Amazônia está mudada, as chuvas estão fora de época, as estações do ano não são mais as mesmas e conseqüentemente o peixe não se comparta como antes. Se adequem e não entrem no avião, mesmo que o destino sejam os melhores e mais cobiçados rios da Amazônia, com a cabeça que irá encontrar APENAS peixes gigantes em fartura, pensem também nas adversidades de um repiquete, de uma pressão de pesca, ou até mesmo de um nível de água muito baixo, e levem alguns materias á mais fora dos padrões pesados que normalmente são recomendados, vejam nas fotos eu pescando de Aldebaran e vara de 17lbs assim como o conjunto de molinete composto por vara 6'6 de 14lbs e molinete 1000,  por minha conta em risco resolvi então desmistificar os pesados e parrudos equipamentos fazendo uma pescaria sensacional no quesito quantidade e esportividade diversificando os materiais de acordo com o que a natureza nos oferecia no momento.
Vou ficando por aqui e espero que gostem de minha matéria, gostaria de agradecer á todos meus patrocinadores que viabilizaram essa viagem, á minha namorada Cibelle Lima que me fez uma ótima companhia e transformou uma viagem avaliada por mim como normal, no nível de peixes, ser especial pela sua presença, e ao meu sogro Hugo por dar todo o respaldo e incentivo para minha namorada hoje poder ser minha companheira de pesca.
Muito Obrigado á todos e um grande abraço a Washington que sempre me oferece este espaço para compartilhar com vocês minhas aventuras.
Siga no Instragram: @fernando_fisher_oficial e @revistafishingnews.


 

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