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Rio Negro: o lar dos tucunarés açus.

Rio Negro: o lar dos tucunarés açus.

Rio Negro: o lar dos tucunarés açus.

   Amigos pescadores o destino da minha aventura é a Amazônia, no fascinante Rio Negro. Ele é o mais extenso de água negra do mundo, e o segundo maior em volume de água.
   Sua singularidade não está apenas na escuridão das  águas com belos blocos de areia branca, o local também abriga diversas espécies de peixes de couro e escama, ou seja, faz a alegria tanto do pescador que gosta de uma pescaria com mais ação, como o uso de iscas artificiais e fly, ou aqueles que preferem uma pesca mais tranquila com o uso de iscas naturais.
   Minha viagem começou saindo de São Paulo-SP para o aeroporto de Campinas-SP até Manaus-AM, depois segui o meu curso em outro avião até Barcelos-AM, chegando lá , fui até o porto fluvial da cidade, a embarcação já estava aguardando para ir até a pousada que seria minha estadia por 6 prazerosos dias.
   Fui acompanhando um grupo de 7 pescadores da operação Tribo da Pesca, o Alaor Mezzomo, proprietário da agência, seria meu parceiro de pesca no barco. No dia da chegada, apenas organizamos nossas “tralhas” e compartilhamos dicas e iscas de pescas uns com os outros, estávamos todos empolgados com a pescaria, afinal, era o Rio Negro! O lar dos açus, onde se pode ter a chance de fisgar brutos tucunarés de várias espécies, em especial, o cichla temensis, que chegava até seus 14kg.
   Animada com a pescaria, levantei antes do sol raiar, fiz uma refeição bem reforçada e saí junto com o Alaor ao encontro do nosso guia que já estava no barco a nossa espera. Antes de começar o ‘trabalho', conversei um pouco com meu guia, queria saber algumas informações de como estavam sendo as pescarias da semana, segundo ele, o rio estava passando por um repiquete, o que fez com que saíssem poucos exemplares nos últimos dias. Mas assim, como nós, estava confiante que pudesse sair um troféu. Se o tempo ficasse estável pelo menos uns dois dias, melhoraria tudo.
   Já no primeiro dia de pesca, a chuva nos deu boas vindas à Amazônia, mas otimistas, não queríamos perder o dia logo no início da pescaria, colocamos nossa capa de chuva e continuamos com os arremessos, usei diferentes jigs de pena, o de cor azul escura me rendeu melhores resultados. No resumo do dia, por se tratar de um local preservado e piscoso, a ação de peixe foi pouca, mas ainda saiu uns “bocudos” de pequenos portes.
   Como era previsto em nossas expectativas, a partir do terceiro dia, o sol começou a aparecer forte e a chuva deu uma trégua, para minha alegria, os tucunarés deram ‘o ar dá graça', e eu resolvi então, fazer rodizio entre as iscas de superfície de cor branca e meia água de cor laranja, ambas, equipadas em varas 25 libras, carretilhas perfil baixo, 90 metros de linha multifilamento 0,36 mm. Claro, poderia usar conjuntos maiores, já que o objetivo da pesca era fisgar grandes peixes, e o rio tinha uma enorme capacidade para tal façanha, mas sempre gostei de um pouco mais de adrenalina, e sentir uma briga com um açu utilizando aquele material seria uma sensação inesquecível.
   Com o tempo melhorando, a pescaria também começou a ser mais positiva, saíram diversos tucunarés com média de 3 a 5kg, além de traíra, bicuda e aruanã,  já pode imaginar a minha felicidade, diversão garantida em relação a quantidade de peixes, ainda estava na esperança de me encontrar com o gigante tucunaré açu do Rio Negro. E para minha surpresa, sim, ele apareceu, majestoso e saltitante num ataque rápido em minha isca de superfície que havia sido arremessada em uma das prainhas do rio, foram alguns minutos de pura emoção, mas enfim, consegui pega-lo e pude sentir uma das maiores recompensas que a natureza poderia nos dar, ter nas mãos um tucunaré de 9kg. Registro feito, deixei ele por um tempo na água para se recuperar e em seguida voltou para o rio nadando tão rápido quanto seu bote dado em minha isca.
   No último dia de pesca, saímos um pouco mais tarde que o normal por causa da chuva, como já estava chovendo durante nosso café da manhã preferimos esperar um pouco mais, com sentimento de sonho realizado nessa pescaria, não estava mais tão preocupada em perder o horário. Antes de sair, em comum acordo com meu parceiro de pesca, resolvemos mudar um pouco de modalidade, arriscamos tentar pescar uns peixes de couro. Com uma vara 120 libras, linha 0,90 mm , anzol /12 encastoado munido de uma isca natural, apoitamos o barco não muito longe da margem do rio, e em 15 minutos de espera do local que paramos, uma linda pirarara foi fisgada em aproximadamente 30 minutos de briga. Foi uma festa no barco! Encostamos próximo a uma praia e entrei na água com a pirarara, fiquei com ela até que se revigorasse, quando tomou fôlego novamente a soltei no rio.
   E assim, terminou minha pescaria no Rio Negro, um lugar incrível que me guardou momentos memoráveis, espero voltar outras vezes para poder contar novas histórias desse lugar tão fantástico e surpreendente.
Rayanne Costa
Pró staff - Fishingnews
rayannecosta@hotmail.com.br
instagram: @rayannecostaoficial
  
 

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