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O sonho amazônico… Está aberta a temporada!!!

O sonho amazônico… Está aberta a temporada!!!

Por Rodrigo Morelli

 

A temporada apenas começou e nós já fisgamos vários Tucunarés na região de Manaus! Driblamos a cheia e fizemos uma excelente pescaria.

 

O sonho amazônico

A grande maioria dos pescadores esportivos sonha em colocar as mãos em um grande Tucunaré. Quase todos os integrantes do grupo formado pela DNA do Pescador eram estreantes na região. Existia certa insegurança, pois o nível dos rios estava alto, mas graças à experiência do capitão da embarcação Marreco e de Roberto “Beto” Iwanaga, sócio proprietário da loja DNA do Pescador, tudo correu bem e todos fizeram uma boa pescaria.

 

O destino

O destino escolhido pela nossa equipe foi a cidade de Santa Isabel do Rio Negro localizada no interior de Manaus, capital do estado do Amazonas. Em seu território estão localizados o Pico da Neblina e o Pico 31 De Março, que são os dois pontos culminantes do Brasil. Sua população é de 19.292 habitantes, de acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nesta região foram homologados os recorde mundiais para a pesca do Tucunaré, ainda não superados. Além dos Tucunarés Acú, Paca, Paca-açú e Borboleta, também são encontrados na região peixes como os Aruanãs, Jacundás e Bicudas. Sem falarmos dos gigantes de couro (Pirararas e Filhotes), comumente capturados à tarde, com iscas naturais e material mais pesado.

 

A operação

A Mariuá Pesca Esportiva é uma empresa que é especialista no médio Rio Negro. Atua há 13 anos exclusivamente na região que compreende o arquipélago de Mariuá, (maior do mundo, com mais de 1.400 ilhas e 140 km de extensão), até a região de Santa Izabel do Rio Negro. Com capacidade para 12 pescadores a embarcação Mariuá II possuí calado baixo, com 78 cm favorecendo a sua navegação em locais de menor profundidade, menos explorados, onde outros barcos geralmente não chegam. Talvez esta característica tenha sido o grande diferencial para o sucesso da pescaria nesta ocasião, comentada durante a matéria.

A equipe Mariuá e seus serviços

O experiente capitão da embarcação Mariuá II senhor Anízio, conhecido como Marreco sabia das dificuldades que o grupo iria encontrar, devido às cheias acima da média, provenientes das fortes chuvas que caíram sobre a região no período em que antecedeu a excursão. Ele e Beto Iwanaga resolveram sabiamente adiar em 10 dias a chegada da equipe, que estava prevista para o dia 6 de setembro de 2014. Este “atraso” serviu para Marreco, juntamente com sua equipe de guias altamente treinada e capacitada, encontrar locais onde haveria possibilidades de se encontrar o tão sonhado troféu. Segundo Beto, esta ação de “exploração” prévia do Marreco determinou o sucesso da pescaria, além de uma boa dose de sorte, pois não havia garantia de que a estratégia daria certo.

Os barcos utilizados por duplas+guia na pescaria são equipados com motores de 30 hp, motor elétrico, bateria, suporte para as iscas artificiais, plataforma de proa e central, além de contarem com uma caixa térmica para bebidas.

Embarcações para pesca

O café da manhã servido na embarcação principal conta com frutas, sucos, frios, queijos, manteiga, pães e bolos caseiros. Os pescadores têm a opção de retornar para o almoço no barco principal, ou permanecerem pescando. Neste caso, são preparados lanches, marmitas ou acompanhamentos para um peixe assado à beira do rio.

 

O roteiro da viagem, por Roberto (Beto) Iwanaga

Partimos do Aeroporto Internacional de Guarulhos-SP no dia 11/09, por volta das 21h00min com destino ao Aeroporto Eduardo Gomes em Manaus-AM. Às 05h00min uma van da empresa Jackson Tur nos levou para outro aeroporto, o Eduardinho, em um trajeto curto. No local começamos o processo de check in, onde a atenção para o peso das bagagens individuais foi redobrado, tendo em vista que cada passageiro poderia levar consigo apenas 15 kg. Embarcamos em um vôo fretado junto á empresa Apuí Taxi Aéreo, que disponibilizou um avião modelo Bandeirantes, com capacidade para 14 passageiros.

 

Chegamos por volta das 09h30min ao aeroporto de Sirn, onde fomos recepcionados pelo Marreco. Embarcamos (juntamente com nossas tralhas e bagagens) em um caminhão 608, rumo ao barco Mariuá II, em um trajeto de apenas 20min.

Barco Mariuá

O check in na embarcação se deu às 10h00min. Recolhemos os documentos de identidade de todos e, fomos fazer as licenças de pesca exigidas para pescarmos nos afluentes. Em seguida me reuni com o Marreco e com alguns dos guias, para definirmos em qual afluente iríamos pescar. Sabendo que o barco Angatu havia pescado no Jurubaxi, e que outra turma também iria subi-lo, achei melhor subirmos o Rio Uneiuixi. Minha sugestão foi bem recebida por todos da tripulação. Às 11h30min, já com todos a bordo e devidamente instalados, rumamos ao destino que seria “nossa casa” nos próximos 6 dias, e que nos rendeu grandes emoções.

 

Duplas definidas com seus respectivos guias. Arrumamos as tralhas, almoçamos e, às 13h30min, já estávamos na boca do Rio Uneiuixi. Pescamos na parte da tarde do dia 12/09 alguns bons peixes, mas nenhum troféu “deu as caras”.

 

Do dia 13/09 ao 16/09, as saídas aconteceram às 05h40min, sendo que alguns pescadores optaram pela pesca de peixe de couro, ao invés de ir atrás dos Tucunarés. Os maiores exemplares de Tucunaré foram capturados no leito do rio. Destaque também para a captura de uma Piraíba (filhote) de 70 kg. Na noite do dia 16/09 fizemos um almoço com churrasco no deck do Mariuá II, pois com as belas praias encobertas pela cheia, ficamos sem a opção de realizarmos o famoso e tradicional luau!

Deck embarcação

Alexandre Gimenez Beto Iwanaga Fábio Franco Luis Fogaça Nelson Piva Ricardo Ozaki 1 Ricardo Ozaki 2 Ricardo Ozaki Sandro e Ricardo Sandro Piva 2 Sr. Milton 1 Sr. Yoshio e Alexandre

No dia 17/09 começamos a voltar para o Rio negro.

 

No último dia de pesca (18/09) pescamos somente no período da manhã, no Rio Negro, onde foram capturados bons exemplares. Às 13h00min encerramos nossas atividades, almoçamos, e começamos a arrumar as tralhas para o retorno. Como todo ano acontece, pescadores e tripulação se reúnem para um jantar especial no restaurante da Dona Nira. Após o jantar, voltamos para a embarcação e descansamos para o retorno.

 

 

Resumo da pescaria

 

Como se trata de um grupo grande, composto por 12 pescadores, não temos espaço o suficiente para relatar todas as experiências. Vamos de modo genérico e sucinto, dar uma idéia de como foram os dias de pesca. Como comentado anteriormente, era sabido que a pescaria não seria fácil, mas todos sem exceção saíram satisfeitos e desejam retornar em breve.

 

A nosso favor conspirou principalmente a qualidade dos pescadores e seus equipamentos. Muitos eram sim estreantes na região, mas excelentes e exímios pescadores de outras modalidades. Precisão no arremesso, bom trabalho de isca, bem como sua qualidade, além é claro de insistência, fizeram muita diferença. A maioria dos grandes exemplares foram capturados em iscas do tipo stick e zara, trabalhadas mais lentamente que o comum. As famosas iscas de hélice não renderam tantos e grandes troféus como de costume.

 

Os Tucunarés Borboleta como sempre apareceram em grande quantidade (2kg, 3kg e 4kg) fazendo a alegria de todos. Ao contrário do que se previa, a quantidade de peixes de bom porte na casa dos 7kg, 8kg, e até 9kg foi grande (25 no total), em se tratando de uma viagem que supostamente estava fadada ao insucesso, devido ao fato da cheia dos rios. Algumas duplas capturaram bons peixes de couro, ressaltando que vale a pena levar material para a prática desta modalidade.

 

Fica aqui nosso agradecimento a toda equipe Maruiá II pelo empenho em nos atender bem e pelos serviços prestados. Parabéns a todos os amigos e pescadores que fizeram parte desta jornada em Manaus. Muitas histórias, amizades, imagens, além da vontade de voltar em breve! Nosso grupo: Nelson Piva, Luis Fogaça, Sr. Yoshio, Maurício Ohnuki, Erico Ohnuki, Alexandre Gimenez, Sandro Piva, Ricardo Ozaki, Sr. Milton, Beto Iwanaga (DNA) e Franco Ohnuki. Parabéns especial ao grande parceiro Sandro Piva que comemorou seu aniversário durante a viagem com nossa equipe!

Da esquerda para direita Nelson Piva, Luis Fogaça, Sr. Yoshio, Maurício e Erico Ohnuki, Alexandre Gimenez, Sandro Piva e Ricardo Ozaki. Abaixados, Sr. Milton, Beto Iwanaga (DNA) e Franco Ohnuki.

Merece destaque!

 

As varas Redai Black Mamba de 17lb, 20lb e 25lb fizeram a diferença, montadas em conjunto com carretilhas Shimano Metanium MGDC7.

 Beto Iwanaga destaque vara redai black mamba e carretilha shimano metanium mgdc7

  

 

Material Utilizado / Indicado

 

Tucunaré

 

Varas: 5’6″ e 6’0″ / 17lb, 20lb e 25lb

Carretilhas: Perfil baixo com alta velocidade de recolhimento e bom freio (drag)

Molinetes: Tamanho 2500 ou 3000

Linhas: Multifilamento com 55lb até 80lb de resistência

Líder: Fluorcarbono com 60lb de resistência

Snaps e argolas reforçadas (no mínimo 4x)

Iscas: Hélice, Zara, Sub Superfície, Meia água e Jigs

Modelos de iscas a serem destacados: High Roller RipRoller, Jennerlure Tucuna Rex, Sumax TNT, KV Dr. Spock Hélice, N. Nakamura Zig Zara, KV Dr. Spock, Imakatsu Trairão, Borboleta Perversa, Zagaia Prima, N. Nakamura Curisco, Rapala Sub-Walk, N. Nakamura Borá, Rapala X-Rap, M. Sports Inna Pro, Yo Zuri Cristal Minnow, Maria The First, Bomber long A, Caribe Lure Jig, Duo Realis Pencil, Jackall Bonnie, Tiemco Red Pepper, Smith Saruna, entre outras.

 

 

Peixes de Couro

 

Varas: 6’0″ e 6’6″ / 80lb

Carretilhas ou molinetes que comportem pelo menos 150m de linha de monofilamento com 0,80mm de espessura

Anzóis: 10/0 e 12/0 encastoados

 

Rodrigo Morelli é jornalista, pescador esportivo há mais de 25 anos, e membro da equipe DNA do Pescador.