Pescaria de Dourados no Rio Manso

Pescaria de Dourados no Rio Manso
Por Renato Banzai (Fishing Stories)

Amigos pescadores na ânsia de encontrar um destino legal, quase que caiu do céu a opção para pescar durante o meu período de férias: O Rio Manso, no Mato Grosso. Por meio de um anúncio no Facebook, conheci o Alisson, dono da operação Rancho do Mano, que busca o Rei do Rio por aquelas bandas. Depois de algumas imagens do portfolio, já era impossível recusar a viagem,  sendo assim, comprei as passagens e passei a me preocupar com o equipamento.

Equipamentos

Conversando com o Alisson, minha expectativa era de ter que comprar um monte de coisa nova, afinal, sou pescador de São Paulo, só tenho equipamento para Robalos. E quem diria, meu equipamento de robalos serviria! Confesso que achei meio maluco, mas por que eu deveria discutir com quem sabe? Embalei minhas varas de 15lb e 5’8”, coloquei uma linha um pouco mais forte (25lb) nas carretilhas, mas e as iscas? Agora era saber que iscas artificiais eu usaria, e não teve jeito, mesmo com modelos de iscas que eu tinha, as cores não eram ideais. A recomendação era de padrões Fire Tiger e Piau. Lá fui eu caçar as iscas nas cores que sempre viramos a cara por aqui, e não eram poucas:

Rapala X-Rap 8
Rapala Shad Rap
OCL Spit Fire
OCL Jerk
Dojo Stick Mini
Yo-zuri Aile Magnet

A Viagem


Partimos do aeroporto de Guarulhos, rumo a Cuiabá. Lá chegando, entramos em contato com o Alisson que prontamente nos buscou. A viagem entre o aeroporto de Cuiabá e o Rancho do Mano, leva cerca de 1 hora. o próprio Alisson se encarrega do traslado.

A Pescaria

Eu nunca havia pescado sequer um dourado na vida, sabia que teria que correr atrás do tempo para tornar essa pescaria eficiente. Nesses casos, o básico é, ouvir o que o guia tem a dizer. Depois de uma costela na recepção a noite, e de um belo café da manhã, partimos para o barco. O Rio Manso possui uma série de corredeiras, a dinâmica da pescaria eu apelidei de “rodada acelerada”,  é (em minha cabeça) uma mistura doida entre pescaria de anchovas e de robalos. A rodada é aceleradíssima, com pouco tempo para acertar o arremesso no ponto onde o dourado está. Em alguns casos, a pescaria é visual, visual e radical, porque você passa em alta velocidade na corredeira, vendo onde os peixes estão.

Depois de apanhar um pouco, fui me adaptando ao timing da pesca. Faltava só o peixe! Tive uma ação na Shad Rap, mas o bicho me deixou a ver navios, escapou. Em seguida, contrariado, coloquei uma isca de superfície. E não é que finalmente peguei o primeiro dourado da minha vida?!

Com o dedo tirado, a pescaria passou a ser só diversão! Inúmeros exemplares, agora já com uma noção de onde arremessar, de como ficar em pé no barco no meio das quedas dágua. a pescaria mudou de aprendizado para sessão de testes. Dentre as iscas que mais fizeram sucesso, foram as de superfície, se destacando as de madeira, da indústria nacional (OCL e Dojo).

A briga com os dourados é extremamente desafiante, em muitos momentos eles saltam, arremessando a isca longe e só nos resta recolher junto com a linha, a frustração do escape. Como o material era leve para esses peixes, a calma do pescador e perícia do piloteiro se faziam necessárias sempre.

O que havia ouvido antes da viagem era: No Rio Manso só tem dourado pequeno, mas não observei esse padrão. Fisgamos peixes de 2kg a 10kg! Tudo isso usando apenas iscas artificiais, e 90% de superfície. Desconheço outro ponto no país em que isso seja possível. Tive que ignorar os apelos dos mais experientes nesse tipo de pesca, dispensar material pesado e iscão, ouvir os locais foi primordial. Voltei para casa com ótimas imagens e experiências. Pescaria mais que recomendada, e um sonho de criança realizado,  um belo Dourado em ambiente natural na ponta da linha!

Contato do Rancho do Mano:
(65) 8163-6266 (WhatsApp)